Chaves

Habitantes ......................... 44 039

Freguesias ......................... 51

Fogos ................................ 17 045

Áreas ................................. 600 Km2

 

O brasão tradicional de Chaves foi aprovado na Sessão da Câmara Municipal de 26 de Março de 1924.

 

Brasão de forma rectangular e fundo azul. Na parte inferior do escudo um ondulado de prata e azul representa as águas de um rio. Sobre o tracejado e ocupando uma parte da altura do escudo, desenha-se um troço de ponte romana ameada, abrangendo três arcos ou olhais.

 

Em chefe as armas de Portugal, com os seus castelos e quinas e de cada lado uma chave de ouro, colocada verticalmente, tendo as argolas voltadas para a ponte. Finalmente uma coroa mural de cinco torres abrangendo a parte superior do escudo.

 

O brasão é envolvido desde o meio pelo colar da Ordem Militar da Torre e Espada.

 

Chaves é uma cidade progressiva, dona de uma grande capacidade comercial e industrial que lhe permitem um proeminente lugar na região. É também uma terra celebrada pelas belezas naturais, encantando os olhos a mancha colorida dos jardins, o carácter das ruas e recantos, a lembrança das suas páginas de História.

 

 

Vista Parcial de Chaves

 

 

Numa colina à margem esquerda, há muitos séculos atrás, nasceu Chaves, feito castro como tantos que caracterizavam estes lugares, depois urbe romanizada de Aquae Flaviae, famosa pela qualidade das suas Águas Termais e pelo esplendor dos monumentos e riquezas.

 

Centro viário importante daqui partiam numerosas vias para os lugares mais longínquos, e assim se tornou esta região uma zona populosa e progressiva, como proclama o testemunho dos povos que ombrearam nessa data com os Aquiflavienses, marcado no célebre padrão da ponte romana de Chaves.

 

 

Ponte Romana

 

 

Foi essa gente, que no decorrer da história, amalgamou com os bárbaros a primeira origem de um novo estado, sofreu as inclemências das invasões muçulmanas, reconquistou a pouco e pouco os velhos lugares e tradições e fez destes cantos uma parcela da primeira pátria portuguesa.

 

Sempre e em cada página da História, os flavienses souberam defender ou conquistar, ardorosamente, atrás das muralhas dos seus castelos, ou de outras defesas, que tempos novos e estratégias diferentes souberam construir, vencedores ou vencidos, as suas razões e a sua independência, num historial que, orgulhosamente, pode ostentar.

 

A Ponte Romana é o primeiro monumento de Chaves. Levantada em tempos de romanos para cruzar o leito do rio Tâmega, tinha inicialmente dezoito arcos e toda ela construída de maneira sólida e perfeita, ainda hoje satisfazendo o tráfego intenso da terra.

 

A meio do seu comprimento, alçou-se, a montante da via, um padrão representativo da sua construção, no tempo do Imperador Trajano e à custa dos Aquiflavienses, como orgulhosamente o afirmam gravado na pedra do monumento.

 

 

Padrões da ponte RomanaPadrões dos Povos

 

 

Em frente, levantou-se outro padrão, o Padrão dos Povos como é conhecido, efeméride consagrada à majestade romana, representada pelo Imperador Vespasiano e seus dignitários, exaltação de uma grande obra, em que se terão empenhado dez povos naturais desta região.

 

Chaves cresceu, e para conceder, enfim, à velha ponte o merecidíssimo descanso que tanto anseia, fizeram-se a montante e a jusante, duas novas e elegantes pontes.

 

 

Ponte Nova

 

 

Houve na vila dois conventos. O primeiro, dos frades da Ordem dos Templários, foi fundado nos arredores da vila, no termo de Vilar de Nantes, e chamava-se então de São João da Veiga. Mais tarde, já consagrados à Ordem de São Francisco e por volta de 1635, mereceram os frades por parte do seu Patrono, o 8º Duque de Bragança, valioso préstimo para levantarem um novo e mais amplo convento, numa colina fronteira à vila, onde ainda hoje se pode ver parte da obra que edificaram. À sua volta e pela mesma data, por razões militares que então se impunham, construiu-se o Forte de Nossa Senhora do Rosário.

 

Hoje e no sítio privilegiado que ocupam, sempre respeitando a primitiva traça, transformou-se num excelente Hotel.

 

 

Forte de S. FranciscoPonte Levadiça

 

 

 Houve também um Convento de Freiras da Ordem da Conceição de Maria Santíssima, fundado nos fins do século XVII, destinado em princípio para recolhimento de donzelas nobres, mas que, pelos anos, veio a viver outros destinos e acabou transformando na actual Escola Secundária Fernão de Magalhães.

 

À sua frente rasgou-se um Largo, centro da vida da terra, que o povo insiste em chamar Largo das Freiras, apesar de merecer oficialmente o nome ilustre do General Silveira, herói das Guerras Peninsulares e libertador de Chaves na 2ª Invasão Francesa. Encabeça o Largo uma bem conseguida arquitectura da moderna Biblioteca Municipal.

 

 

Largo General Silveira - Largo das Freiras

 

 

Dentro dos muros da Praça erguidas em tempos muito diferentes, contam-se dez capelas, sendo as da Senhora da Lapa, Santa Catarina e Santa Cabeça, as de maior realce, pela construção e riqueza interior.

 

 

Capela da Lapa

 

 

Capela da Santa CabeçaCapela de Santa Catarina (interior)

 

 

  Outras capelas estão nos arrabaldes, como a Nossa Senhora do Pópulo, a de São Bento, do Campo da Fonte, qualquer delas digna de uma visita, seja pela traça arquitectónica ou pelo seu significado histórico.

 

Entre todas, na margem esquerda do Tâmega e no Bairro da Madalena, destaca-se a capela de devoção real consagrada a São João de Deus, estilo barroco brilhante (D. João V), fazendo corpo com o Convento do mesmo nome, mas de construção anterior e mais modesta (D. Pedro II). Aí esteve instalado um Hospital Régio e, nos princípios do século XIX, uma Escola Médico-Cirúrgica que se manteve em actividade por vários anos.

 

 

Igreja de S. João de Deus e Antigo HospitalIgreja de S. João de Deus

 

 

São porém raridades e a merecer consagrada visita, em aldeias perto de Chaves, as capelas românicas da Senhora da Azinheira, da Granjinha, de São Julião de Montenegro, de Nogueira da Montanha ou de Santa Leocádia, enriquecidas com pinturas murais e expressões mais simples de fervor religioso.

 

 

 Capela da GranjinhaCapela de S. Julião (pintura mural)

 

 

Capela da Srª da Azinheira em Outeiro SêcoCapela de S. João em Cimo de Vila da Castanheira

 

 

A entrada da cidade, a nascente, faz-se pelo bairro da Madalena, ao lado do Jardim Público, o mais extenso recinto arborizado da urbe, que nos leva até à paisagem bucólica da margem esquerda do Tâmega.

 

Depois, passada a ponte romana, fica o Arrabalde onde primitivamente se abria a porta principal da Praça, e que é, ainda hoje, um dos lugares de maior movimento na cidade, confluência das principais vias urbanas e face a um majestoso Palácio da Justiça.

 

 

Largo do Arrabalde

 

 

Ali se abrem as duas grandes vias da cidade, a Rua Direita, atravessando tortuosamente todo o casario antigo, desde o Arrabalde à parte alta ou do Anjo, passando ao lado do antigo largo do governo da terra, hoje Largo da República, ostentando no centro, o Pelourinho Manuelino, monumento de porte e construção estimável, e a Rua de Santo António para o largo das Freiras e o Terreiro de Cavalaria de Chaves.

 

 

Pelourinho Manuelino

 

 

À volta, estendem-se os becos e ruelas que faziam o núcleo do velho burgo medieval, ainda hoje a merecer uma contemplação demorada pelo tipismo de casas estreitas encimadas por varandas de madeira e pequenos minaretes alçados aos telhados.

 

 

Varandas da Rua DireitaRua do Núcleo Antigo

 

 

E por todo o lado se conserva ainda o nome que a tradição dos velhos usos lhes consagrava, como a Rua da Tulha, Rua Verde, Rua do Forno, Rua do Sal, Rua do Poço, Rua do Aljube, Rua da Cadeia, Rua das Caldas; outras ficou-lhes a devoção que lhes merecia, como a Rua do Anjo, Rua de Santa Catarina, Rua de Santa Ma-ria, ou até o nome sentimental de Rua das Manas.

 

Aí se assentou também, em recuados tempos, a Igreja Matriz, composição de várias épocas e estilos.

 

 

Igreja Matriz

 

 

A torre sineira é medieval e apresenta na base um arco primitivo pré-românico, fazendo um corpo único que se agrega depois ao conjunto imponente de raiz renascentista.

 

No interior do templo, melhor se reconhece ainda a origem diversa e a série de transformações que sucessivas gerações lhe foram acrescentando.

 

 

Interior da Igreja MatrizArtístico Órgão da Igreja Matriz

 

 

Na parte posterior do templo, sob a cornija do telhado, esconde-se a imagem em granito policromado de Santa Maria Maior, padroeira da terra.

 

 

Imagem em granito policromado

 

 

A dois passos, do lado sul e num plano superior, num género mais rico, próprio do barroco primitivo, impõe-se a construção elegante e leve da Igreja que a Misericórdia terá mandado levantar na transição dos séculos XVI e XVII.

 

 

Igreja da Misericórdia e Passos dos Duques de Bragança

 

 

Nas paredes laterais do interior avultam largos painéis de azulejos com motivos sagrados, pinturas e um altar-mor de rica talha e composição.

 

 

Pintura do tecto da Igreja da Misericórdia

 

 

Segue a este templo um pequeno portal, sob balcão e campanário, que corresponde à entrada primitiva do Hospital da mesma Instituição, feita por um pátio de pedra, ainda de jeito primitivo.

 

Recuado em relação ao largo e de construção posterior, século XIX, o edifício do Hospital da Misericórdia, de linhas harmoniosas e imponentes, sucessor de um velho hospital, cujas antigas instalações ainda conservam na parte antiga anexa à Igreja.

 

A terra, dispõe de um novo e grandioso Hospital, dotado de meios técnicos e humanos modernos capazes de corporizarem uma excelente unidade de saúde.

 

 

Hospital da Misericórdia

 

 

Hospital de Chaves

 

 

A todo o comprimento do largo, completando o lado sul e a seguir ao casario da Misericórdia, onde terão existido muralhas verticais que envolviam a elegante Torre de Menagem, juntou-lhe no seu tempo, D. Afonso, filho bastardo de D. João I, 8º Conde de Barcelos e Iº Duque de Bragança, um Palácio Ducal que foi afamado para a época.

 

 

Torre de MenagemTorre de Menagem e Muralhas

 

 

Passos dos Duques de Bragança

 

 

Arranjos sucessivos terão desvirtuado esse conjunto na sua vestutez e grandiosidade primitivas e desde 1739 levantou-se ali, aberto ao largo, o edifício imponente da Guarda Principal da Praça de Armas, muitas vezes chamado de Paços do Duque. Em sua honra se ergueu uma estátua frente à Câmara Municipal. Em parte desse edifício está hoje instalado o Museu da Região Flaviense.

 

 

Artística Porta da Entrada dos Passos dos Duques de Bragança

 

 

Durante as Guerras da Restauração, a sul do castelo, ergueu-se um poderoso baluarte que oferece uma paisagem vasta da terra e da veiga.

 

Fechando a praça, a poente fica o edifício da Câmara Municipal, casa solarenga dos Morgados de Vilar de Perdizes, que, em meados do século passado, foi adquirida para tal fim.

 

 

Câmara Municipal de Chaves

 

 

Todos estes edifícios, enquadram o que terá sido desde sempre, a antiga praça da terra, denominada desde o fim do século passado com o nome de Largo de Camões, homenagem de Chaves ao nosso grande poeta, com um passado familiar nestas terras.

 

 

Praça de Camões

 

 

 Com o andar dos tempos a terra extravasou os limites da primitiva cintura de muralhas e à volta dela vêem-se ainda inúmeros sinais das primitivas e imponentes fortificações que, como Praça de Armas, os governos militares foram construindo para sua defesa, desde os tempos primitivos de consolidação da nacionalidade, às Guerras da Restauração e Guerras Peninsulares.

 

 

Muralhas e Hotel de Chaves

 

 

Na colina vizinha, ao norte, ergue-se o Forte e Convento de S. Francisco e mais longe, também a norte, onde mais seria de esperar o encontro de invasores começou a construir-se, por volta de 1664, um forte imponente que o Governador da Praça de então, chamou de São Neutel.

 

 

Forte de S. Neutel

 

 

Dentro da cidade e no lugar que sempre se chamou de Tabolado, continuam a brotar, como desde sempre umas águas salutíferas que deram nome à terra e a saúde a muitos milhares de doentes que ali procuram o alívio dos seus males.

 

Rezam as crónicas que desde a antiguidade romana se teriam levantado por essas águas imponentes edifícios e magnificentes termas que atestam a importância e qualidade de quantos as procuram.

 

Toda a região, englobando em si as Termas de Pedras Salgadas, Vidago, Chaves e Carvalhelhos, guarda no seu subsolo uma riqueza enorme e única de águas de soberbas qualidades minero-medicinais, cujo nome se proclama desde há muito.

 

 

Termas de ChavesAcesso ao Balneário das Termas

 

 

As Termas de Chaves, são para todos os flavienses, a mais forte razão da sua firme crença no futuro e uma das mais firmes apostas na valorização da cidade.

 

A poucos quilómetros ficam as Termas de Vidago, donas de magníficas instalações hoteleiras enquadradas num maravilhoso Parque, aberto ao prazer da prática da natação, ténis e golfe.

 

 

 Hotel Palace de Vidago

 

 

 

 

 

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