Bem Vindo(a) ao Grupo Cultural Aquae Flaviae
Fundado em 20 de Maio de 1986 com os objectivos de investigar e divulgar os valores culturais do Alto Tâmega bem com colaborar com as respecticas Câmara Municipais e Instituições de índole turístico-patrimonial e ainda divulgar os trabalhos resultantes de alusivos estudos na também fundada Revista Aquae Flaviae.

ao Grupo Cultural Aquae Flaviae pelos relevantes serviços prestados ao Concelho de Chaves e ao enaltecimento dos seus valores.

No dia 22 de Janeiro às 17h 30m, no Auditório da Biblioteca Municipal de Chaves, em sessão presidida pela Drª. Paula Chaves, ilustre vereadora da Câmara Municipal de Chaves, apresentou o Grupo Cultural Aquae Flaviae o número 71 da Revista Aquae Flaviae. Mais uma edição que prossegue com os valiosos desígnios de divulgar aos presentes a pégada histórica, herança de antepassados, em valores patrimoniais, materiais e imateriais que é dever legar à geração futura.
Colectânea esta, composta por profusas e oportunas temáticas, entre as quais não seria perdoável omitir a ponderosa efeméride do bicentenário do nascimento de Camilo Castelo Branco, insigne escritor de avultada e valiosa produção literária, muita dela inspirada no espaço geográfico do Alto-Tâmega, nomeadamente em Ribeira de Pena, Chaves, Montalegre e Boticas. Dada a importância de tão relevante facto, esta publicação, inicia com dois trabalhos em homenagem a este singular literato, 1º Visconde de Correia Botelho, título que lhe foi concedido por D. Luís.
O primeiro deles, da autoria do Director da Revista “NUMISMÁTICA” da Associação de Numismática de Portugal, Jaime M. M. Ferreira constitui um inédito estudo intitulado “200 Anos sobre o nascimento de Camilo (1825) e 135 Anos sobre a sua morte (†1890)” no qual, o autor, descreve e apresenta em imagem toda a Medalhística e Numismática, que ao longo dos anos foi produzida, em bem merecida homenagem a Camilo Castelo Branco.
“Como ela o amava”, outra produção literária de Camilo Castelo Branco, delicioso conto que figura na obra “Noites de Lamego”, editada em 1863, páginas etnográficas da inesquecível da memória de Basto, essa região ribeirinha do Tâmega.
- O trabalho imediato, aprofundada investigação arqueológica intitulada “Os dólmenes do Alvão (Vila Pouca de Aguiar) e o seu intrigante espólio arqueológico” resulta da pena do Licenciado em Filosofia e Mestre em Cultura Portuguesa, Albertino Sousa, testemunhando cativantes características do ancestral povoamento da serra do Alvão.
A imediata temática tratada em “Exposição 48 HORAS” resulta de interessante estudo incidente sobre um contracto datado de 1884, entre a Companhia das Águas das Pedras Salgadas e os carreteiros que, em carros de bois, no espaço temporal de 48 horas, transportavam os carregamentos de garrafas daquelas águas, desde as nascentes até à estação de comboios da Régua. Excelente colaboração entre Paula Morais, Curadora do Museu Pedras Experience e Cristina Carvas, Responsável da Associação Maronesa, oradoras convidadas desta apresentação.
“Entre Ideais e Resistências: da Revolução de 1820 à Consolidação da Nova Ordem Liberal em Portugal” de José Alfredo Faustino, notável “Investigador do CITCEM – Grupo “Pessoas, Mercados e Políticas” é o objecto desta prestigiada composição investigativa, cujas lutas civis originaram um regime liberal em Portugal. Mais uma componente histórica que evidencia como os populares de Chaves, juntamente com os militares do Regimento de Cavalaria 6, defenderam a Revolução Liberal e o Governo Supremo do Reino.
Estão também incorporadas, nesta edição, meritórias publicações fac-similadas, esgotadas no mercado, intituladas: Chaves na Revolta de 1808; A Capela de Nossa Senhora do Pópulo; Adega Cooperativa de Chaves e Reprodução anotada do Livro de Fortalezas de Duarte Darmas por João de Almeida – Nótulas Flavienses, que reproduzem apontamentos de relevante dimensão histórica e social. Factos e patrimónios estudados e editados por um grupo de flavienses liderados pelo Dr. Francisco de Barros Teixeira Homem que, conjuntamente com Dr. Adalberto Teixeira, Padre António José Cerimónias, Dr. Constantino Torres Vouga, Dr. José Liberal Sampaio, Dr. Leopoldo Coelho Montalvão e Padre Manuel José Pita, integraram, como membros ilustres, a “Comissão Instaladora do Museu Regional e Biblioteca Erudita de Chaves”, nomeada pela Câmara Municipal, em sessão de 18 de Maio de 1929.
Nesta enumeração de factos históricos, não podia deixar de ser registada a importantíssima iniciativa da fundação da Escola do Magistério de Chaves, de João Barroso da Fonte, empolgado protagonista da dinâmica dessa fundação, conjuntamente com Miguel Pinto dos Santos e José Henrique Rodrigues Dias. Testemunho esse, constante do trabalho intitulado “Histórico da Escola do Magistério Primário em Chaves”. Árdua diligência que frutificou, se transformou em Polo Universitário e posteriormente foi assumindo outros desígnios.
Também, o conceituado flaviense José Luís Castor, professor e director executivo do ensino particular e cooperativo, participa neste número de Revista com um ilustrado trabalho, alusivo ao topónimo Chaves sob o título “Alternativa disruptiva para Chaves”, no qual referencia a tomada desta vila pelos Irmãos Chaves e associa o símbolo falante da cidade a variadas localidades, nomeadamente situadas na Galiza.
E finalmente, encerra esta publicação uma resumida biografia de “António Cirurgião, Ilustre Cidadão Português de Soutelinho da Raia”, inigualável percurso deste Professor Doutor nosso conterrâneo, que o resumido estudo, vertido nesta Revista, minimamente nos entreabre, daqui de Chaves, o Grupo Cultural Aquae Flaviae envia ao tão prestigiado Professor e Escritor uma imensa e grata saudação civilizacional de louvor, não só pela autoria da sua notável obra como pelos mundos onde distribuiu a nossa cultura.