Este concelho não tinha, à data do 25 de Abril de 1974, um brasão de armas, pelo que a Câmara Municipal usava no seu papel o selo da República.
Hoje Montalegre tem brasão de armas vermelho, com um castelo de três torres em prata, acompanhado em chefe de duas cabeças de boi de raça barrosã, de ouro ornado de prata. Em contra chefe uma faixa ondulada de prata. Coroa mural, também de prata, com quatro torres.
Montalegre, capital da Terra de Barroso, é hoje uma vila extremamente atractiva e desenvolvida. Alcandora-se à volta do seu belo castelo medieval, num morro face à larga veiga que desce da mole imensa da serra do Larouco (1525 metros).
É terra de Foral antigo (D.Afonso III) e D. Dinis promoveu a sua colonização.
De um extremo a outro do concelho, dos maiores em extensão, toda a paisagem se descobre numa natureza aberta de horizontes, singela de pormenores mas de uma pesada grandiosidade.
Nos caminhos de Santiago fica a aldeia de Vilar de Perdizes, senhorio de Morgados famosos, com albergue e casa grande de tradições.
Correndo das montanhas, a caminho do poente e do mar, vai o Cávado, desde o cume do Larouco e, mais a sul, o Rabagão, dominados por barragens que fizeram autênticos mares interiores, dando ainda maior grandiosidade à paisagem (Venda Nova, Vila Nova, Paradela, Pisões - Alto Rabagão e Alto Cávado).
Toda esta terra, desde o Parque Natural da Peneda-Gerês, constitui um paraíso para o turismo, vivido nas suas típicas aldeias, entre boa gente, de usos e costumes ancestrais, gozando de uma natureza primitiva e sob uma atmosfera mais pura e tonificante. São terras de caça e de pesca, de segredos e apetites no comer em farta mesa, do espectáculo soberbo e primitivo de uma renhida "Chega de Bois".
Além da imagem do mais belo dos castelos do norte, ao cimo da vila de Montalegre, e donde se desfruta o mais vasto dos panoramas, fica-nos para admirar, a noroeste, enredada pelas montanhas, a aldeia de Pitões das Júnias e os restos do seu Convento medieval, mais próximo da fronteira, quanto resta de Tourém, abandonada das gentes e da velha nobreza do castelo da Piconha, até ao extremo do Cabril, onde o Barroso se acaba.


Castelo de Montalegre
Não desmerece uma visita à igreja românica de S. Vicente da Chã, templo belíssimo, perdido entre a modéstia da povoação e as aldeias de Negrões, Cambezes e Donões.